SELO I.Q.S.
Programa de Certificação da Produção Artesanal

Lei de Incentivo a Cultura
Avalie a elegibilidade do seu projeto
 

INTRANET
Aos funcionários do Grupo, clique aqui para entrar

Artesanato brasileiro conquista o mercado internacional

O artesanato brasileiro reflete toda a diversidade cultural, originalidade e criatividade típicas do país. Este é um setor que representa parte do patrimônio cultural brasileiro, sintetiza conhecimentos acumulados por gerações e gera renda para comunidades espalhadas pelo nosso imenso território. No exterior, o produto artesanal contribui para construir a imagem do Brasil, ao desvendar texturas, cores, formas extraídas da realidade nacional. Por tudo isso, a Apex-Brasil apóia as exportações do setor desde 2001 e reconhece que apesar das vendas externas já registrarem um forte crescimento, há espaço para muito mais.

Em 2007, o Brasil exportou em artesanato US$ 3,66 milhões, sendo que US$ 3,31 milhões foram vendidos por artesãos que participam dos projetos realizados pela Apex-Brasil em conjunto com algumas entidades, cujo trabalho vem sendo amplamente reconhecido, como o Centro CAPE. Ao dedicar tempo, recursos e expertise técnico para comercializar o artesanato brasileiro no mercado internacional, Apex-Brasil e Centro CAPE sabem que, além de gerar emprego e renda, as exportações contribuem para aumentar a credibilidade e a competitividade do segmento também no mercado interno.

Segundo pesquisa da Vox Populi realizada durante as três últimas edições da Feira Nacional de Artesanato, o artesão que exporta tem um desempenho quase 50% maior no mercado interno do que aquele que não vende para o exterior. Além disso, o exportador emprega 30% a mais. Ou seja, um resultado muito promissor, até porque o artesanato é um importante instrumento de inclusão social. Dados do IBGE indicam que existem 8,5 milhões de produtores artesanais no país. Considerando um faturamento médio de R$ 500 ao mês, o faturamento do grupo chega a R$ 50 bilhões/ano.

Por meio dos projetos setoriais desenvolvidos com o Centro CAPE em Minas Gerais, a Siara no Ceará, a Artest no Paraná e o Instituto Fazer Brasil em São Paulo, a Apex-Brasil investiu R$ 12 milhões na promoção do artesanato brasileiro no exterior nos últimos dois anos. A meta dessas ações de fomento às vendas é, também, ampliar o número de exportadores. Aqueles que já integram os projetos recebem apoio para participar das principais feiras internacionais, como a Maison & Object na França, a Ambiente na Alemanha e a Gift Fair em Nova Iorque. São Feiras com possibilidade de dar grande destaque ao que vem sendo produzido no Brasil.

Também são realizados, com ótimos resultados, projetos em que o foco é a vinda de importadores e jornalistas especializados ao Brasil. Eles conhecem, in loco, a produção regional e se defrontam com o processo de constante profissionalização do artesão brasileiro.

Um exemplo disso é a contratação, no Ceará, de um profissional de design para auxiliar os artesãos a desenvolverem produtos mais elaborados, adequados às tendências internacionais. É uma iniciativa da Apex-Brasil e do Sebrae que deve gerar resultados substanciais nos próximos meses. Já a preocupação com o meio ambiente e com a sustentabilidade social também cresce em todo o país, o que é essencial para a entrada em mercados exigentes, como o europeu.

Outra importante marca do desenvolvimento do setor é a abertura de showrooms no exterior, como os que foram abertos pelo Centro CAPE em Nova Iorque e em Cintra (Portugal) e o espaço da Artest, também em Nova Iorque. Com a abertura destes locais, as instituições passam a ter um instrumento que facilita a distribuição de seus produtos e dá visibilidade ao segmento.

O nosso artesanato está no caminho certo para ampliar sua importância econômica no Brasil e no exterior. E a Apex-Brasil está empenhada em apoiar o artesão nesta trajetória.

Maurício Borges, Diretor de Negócios da Apex-Brasil.
* Maurício Borges é mineiro de Patos de Minas, bacharel em Ciências Jurídicas pela Universidade de São Paulo, PhD em Direito Internacional e Mestre em Direito Comercial Europeu pela Universidade de Bristol, na Inglaterra. Com mais de 15 anos de experiência no Comércio Exterior, desempenhou a função de coordenador de inovação e gerente de área internacional da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI). Foi o responsável pela negociação com governos estaduais, federações de indústrias e sindicatos para implementação de atividades promoção comercial em vários Estados do País. Como gerente técnico da APEX-Brasil estruturou e coordenou projetos de promoção comercial em vários setores, entre eles os de moda, casa e construção, máquinas e equipamentos, cosméticos e jóias, realizando feiras e missões internacionais para mais de 30 países.

AGENDA DE CAPACITAÇÃO
- Facilitadores
- Empreendedores
- Educadores
- Clube de Jogos

VIDEOS CENTRO CAPE

Projeto Guarda Chuva
Apoio as Prefeituras em Brasília