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A pedra-sabão começou a ser utilizada por volta de 1755 para a escultura de monumentos, especialmente nas regiões de Ouro Preto e Mariana. Com grande ocorrência na região central de Minas Gerais, foi largamente utilizada na escultura ornamental religiosa do período colonial, tendo sido consagrada pelas obras de vários artistas, especialmente aquelas de Antônio Francisco Lisboa, o Aleijadinho.
Desde o século XVIII, a pedra-sabão e similares vêm sendo explorados para fins variados, tendo amplo emprego nas indústrias química, têxtil, cerâmica e, particularmente, na confecção de artigos artesanais (panelas, jogos e peças decorativas). Atualmente, um grande número de famílias da região encontram-se envolvidas com essa atividade, grande representatividade sócio-econômica e cultural para o Estado de Minas Gerais.
Diante disso, o Instituto Centro CAPE e o Instituto Terra Brasilis desenvolveram um diagnóstico da atividade de exploração de pedra-sabão na região de Ouro Preto-Mariana nos aspectos referentes à questão mineral/ambiental e sócio-econômica.
O referido diagnóstico objetivou, particularmente, subsidiar a elaboração de projetos-piloto que visa melhorias na organização da produção, das relações de trabalho e da saúde ocupacional, adequação das atividades de lavra e benefic iamento às condições ambientais locais, melhorias tecnológicas e racionalização do uso da matéria-prima e reciclagem de resíduos.
Fundamentalmente, através de futuros desdobramentos desse projeto, pretende-se buscar a capacitação das comunidades envolvidas de forma que possam vir a constituir núcleos produtivos organizados, economicamente viáveis e cujos processos produtivos sejam concebidos dentro dos princípios da gestão ambiental.
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